
Aracaju-SE 09.04.2008
Querida bailarina, Talvez a senhorita nem mais esteja por aí; nem sei se teu castelo de papelão ainda permanece intacto depois de tanta chuva, ao menos vale a esperança de que não naufragues junto as àguas revoltas desses dias que nos toma por assalto. Era necessário que eu escrevesse para ti mais uma vez. Faz tanto tempo que não a contemplo de perto e nem mesmo sei se já reconheceria teu gosto em outros beijos. Tudo que não me deixa em paz.
Não sei se sabes ou conheces bem isso, porém as pessoas estão se perdendo em relações abstratas; e eu aqui esperando que me caia outra noite em que o céu esteja limpo e que eu possa contemplar novamente o nascimento de algo, algo que não sei o nome: sei apenas que é preciso cativar o outro e depois de tudo, quereremos nos transformar no que agrada o outro. Como um objeto não identificado: porque é preciso que as vezes não digamos o nome nem classifiquemos as coisas, os seres.
Falo de uma bruta flor do querer minha querida, e você o que me diz disso tudo? Será que já perdeu as forças de lutar em posse de cisnes? Lembre que mesmo ferido e reclamando esperei por ti em cima de uma única perna e mesmo meus braços cansados de carregar o fardo fuzil não me abateu. A amizade vale mais que tudo, e é tão bom conhecermos pessoas assim iguais a nós, pessoas que às vezes parece faltar um pedaço.
Acho que essa semana aconteceu algo desse tipo: Era um garoto que como eu escuta gal costa e reflete a poesia dos isolados, dos sozinhos e sonhadores idealistas. Como se fosse um objeto não identificado. Minha pequena e tão doce bailarina, não deixe de me responder, preocupo-me muito com a tua ausência e preciso saber se ainda pensas em mim; esse silêncio todo me atordoa mas os dias que virão serão mais claros. Aqui também chove, mas às vezes bate sol… É preciso que haja um néctar na imensidão do tempo,, em que sol e chuva soem como mais um dia que acalenta tudo quanto queremos, e que não faça apenas sol para que apague de brilho e calor os corações de chumbo como o meu, nem mesmo que só chova, porque o frio tornaria-se o agasalho que esquenta e não eu a teu lado tentando recuperar esse coração quase dilacerado pela chuva.
Beijos de seu soldadinho de chumbo
O som da chuva pode doer muito, soar como metal arranhando a parede. Mas no fim das contas, a água é sempre sinal de cura.
Lembre-se das ondas, elas vão e voltam, vão e voltam.
Tem gente que tem medo de tomar banho, de se molhar.
Você parece ter medo de ficar seco.
Que legal..=] O soldadinho de chumbo escreveu uma carta!
Espero que a pequena e tão doce bailarina não deixe de responde-lo.
Muito legal…gostei gostei…
Está de parabéns amorzão!
beijos =*
[i]Adoro a história do Soldadinho e sua bailarina..!!
)
Por isso estou aqui novamente…
Pode ser q a bailarina não responda nada ao soldadinho e pode ser tb q ela continue a fingir q ele naum faz mais parte do seu mundO…!!
Mas com certeza, ao ler essa carta os olhos dela encheram-se de lágrimas e o amor q ela sente por ele transbordou em sua alma.!!
A chuva e o tempo não vão destruir ou apagar a lembrança da lua cheia…e se o castelo de papelão for destruído, a bailarina não vai naufragar pq ela tem a Lua p abrigá-la..!!
-
” Talvez a senhorita nem mais esteja por aí; nem sei se teu castelo de papelão ainda permanece intacto”
-
Ohh Soldadinho, ela permanece sim “aí” mas seu castelo perdeu o alicerce há algum tempo…e hj ela vive das lembranças e companhia de sua lua..!!
beijO*
Agora p Urubu…
- Parabéns pela escrita e criatividade, qdo escrever sobre o Soldadinho e a bailarina, estarei aqui novamente..!!
BeijO*
Pois é, Sr. Jonas Urubu. Fiquei muito lisonjeado com o seu texto. Agradeço e lhe peço que continue com essa centelha pueril que destaca você daqueles pobres outros todos. Por ainda ver leves bolhas coloridas de sabão a flutuar na poluição e, principalmente, por acreditar nelas! É realmente um presente ter na estrada da minha vida um companheiro que traz o sonho pra ser visto, para ser adentrado, pra ser nosso, mesmo que no instante duma bolha de sabão. Obrigado!
que bonitinho o que vivi escreveu
Q bunitinho o comentário de DxiogO…rsrsrsrs
beijãO rpzzz…
Pois é…. Às vezes muito temos a dizer, mas não nos é dado TEMPO de poder expressar realmente o que se sente… Às vezes se tem medo de dizer, às vezes se tem medo de sentir, de se permitir…. De se permitir amar, de se permitir ser amado (a) …. De se sentir bobo (a), idiota por querer viver com alguém para sempre, apesar de o “sempre”, ou o “nunca” serem fruto de nossa imaginação.
Somos pequenos (as), mas queremos ser grandes…E às vezes passamos por cima de pessoas que, depois de muito TEMPO percebemos que são importantes para a nossa vida….Mas parece que o TEMPO (e a falta dele) é tão perverso que não nos permite voltar e fazer tudo de novo, só que desta vez da maneira certa, nem que seja para dar um adeus com mais carinho, ou um beijo de despedida; talvez para conseguir ser sincero (a) e partir deixando claro que o amor, a gratidão continuará lá, por mais que a vida queira deixar evidente que o sonho de um SEMPRE é puro e simplesmente o sonho….
Talvez se soubéssemos agir assim, sem medo de parecer pequenos, pudessemos enfim tornarmo-nos grandes, fortes, para aí sim, poder enfrentar o mundo lá fora com mais coragem. Às vezes ser pequeno e sensível o bastante para ver que NÃO SEMPRE, mas na grande e na maioria das vezes estamos errados, seja pouco ou totalmente errados é a melhor forma de não PERDER TEMPO com ressentimentos, lembranças tristes, solidão…..
Não sei como é a bailarina, mas é evidente que todas as pessoas que passam por nossa vida, de certa forma, devem ser eternamente amadas. O soldadinho a ama, mesmo que ele já não seja mais o mesmo; e aigualmente ama uma bailarina que também não é mais a mesma. De certa forma não se pode amar um outro do mesmo jeito, mas é humano (pelo menos no meu modo de ver a palavra humano) ter dentro de si um “eu-soldadinho” que ama (e aí, “SEMPRE amou” pode se encaixar, levando em conta que é um sempre pertencente a um TEMPO em que o “eu” congelou-se com tudo que fazia parte de si) eternamente sua bailarina e vice-versa.
Espero que a bailarina também pense algo parecido com o que penso e responda logo ao SOLDADINHO !!!
Ô irmanzinha quão duro mas concreto texto: a verdade é que eu penso um pouco como o soldadinho e vivvo sempre correndo, temendo as nunces do tempo: ele nos faz pequenos quando somos grandes e maduros, ele nos leva para outra dimensão enquanto queremos mesmo é a dimensão do outro: de poder ouvir, dizer, sentir… “Eu amei e amei muito mais do que devia amar” foi quando vi que iria sofrer e me desesperar: preferi a dor lasciva: a dor seca em minha carne pungente à lua que todas as noites estaria lá mesmo que eu não quisesse lembrar… Teu soldadinho te espera num lugar que não podemos prever assim como a lembrança da bailarina viva em mim e assim como a canção meu coração não se canse de ter esperanças, porque meu coração de criança não quer ser só uma lembraça de um vulto feliz que passou por meus sonhos sem dizer ADEUS.
Q Lindo!
Quisera eu ser como bailarina amada desta forma nobre e singela ao mesmo tempo,
Quisera eu que esse soldadinho existisse para amenizar a frieza de tan-
tos corações.
Quisera eu que avida fosse sonho,amor,paixão,simplicidade,entrega,troca.
sei lá……………felicidade.
Bjos viu?Soldadinho de Chumbo.
Caraca, gostei demais do soldadinho,,,”ah, bruta flor do querer..”
Posso linkar vc no meu blog?
Abraços
Luciano
PAPIROS DE ALEXANDRIA
http://papiros.zip.net
Que prazer em perceber que, por detrás das linhas da linda história do Soldadinho e sua Bailarina, existe uma força que move as engrenagens do mundo; que transforma o coração do homem, O AMOR.
O SOLDADINHO acreditou e criou condições de receptividade aberta na ação de graças. Proclamou o seu amor para os quatro cantos acreditando ser amado pelos gestos mais simples e mais discretos, até o mais efusivo e mais generoso.
É isso aí, Gigante Pássaro Preto, percebo que tens o segredo para difundir toda forma de conhecimento para o mundo. Utilize a envergadura de suas asas para alçar vôos bem mais altos. Você vai longe meu amigo. Adorei seu texto e cruzo os dedos para que O SOLDADINHO traga sua BAILARINA de volta, através de simples gestos que a faça descobrir a essência do bem querer, da amizade, do encantamento.
Você pode ter, fazer ou ser o que quiser, acredite. Sucesso!
Renan Botelho
Triste soldadinho que perdeu sua bailarina.. Espero que ela não ignore esse apelo e também sinta sua falta
Nossa Primo que lindo!
Quisera eu estar no lugar dessa bailarina tão amada e agraciada por essas palavras tão puras e verdadeiras.É quem sabe um dia eu encontro um soldadinho desses. bjão! vc é 1000.
Muito bonita e intensa esta poesia. Esta de parabéns. Muito bem escrita!!
Abração
Fiquei muito feliz pela histórinha de alguma forma ela me emociona muitooooooooooooooooo.
Continue me deixando muito feliz!!!!Beijos
Ainda mais feliz por que moras em Aracaju-SE
Enquanto isso na caixinha de brinquedos….
O soldadinho, bravo guerreiro espera, espera…..
A-D-O-R-E-I!!! Linda d + essa carta!! Só pessoas assim especiais conseguém escrever algo q realmente nos toque de uma forma especial!!
Q seus textos assim como sua luz continuem se propagando, nos emocionando, e nos ajudando em nossa construção, cultural, emocional e intelectual!!
Te adoro soldadinho de chumbo!!
ahhhhhhhhhhhh
sorte de quem for bailarina!
hahahaah
*** em dias de chuva, as palavras deixam o dia com uma aparência mais nítida. Elas nos desembaçam!
Queria que , um dia, meu amor tivesse escrito isso para mim.
Ele também é soldadinho de chumbo!
Olha eu achei bem interessante, só é muito dificil ler assim, tenta separar por paragrafos, pois assim dificulta a leitura ainda mais que o fundo é preto e as letras brancas!!!
Abraço
Tudo muito lindo
confesso qe não li tudo,
mas a história é muito linda ^^
Beeijos Moor ;*
Olá !
Estou comentando a partir de uma comunidade do orkut que pedia para comentar o blog “acima” . Calhou de ser o seu !
Que bom, dei sorte …gostei do seu blog,e prometo voltar. Estou engatinhando ainda em blogs e tenho muito o que aprender. Se der vai ver o meu e deixa um comment !
um abraço,
Sucesso !
Cara, você é bem criativo, este seu universo paralelo é uma piração muito legal.
(vim aqui a partir da Comunidade Eu tenho um blog).
Abraço.
Não é tipo de literatura que eu mais gosto. Gosto de contos mais abertos, com linguagem mais solta e menos subjetivos, mas isso não significa que teu texto é ruim. Gostei da referência a Gal Costa. Objeto não identificado é uma grande música.
Que lindo! Pobre soldadinho, sempre esperando… Na chuva ou no sol, pela resposta da bailarina. Adorei a linguagem meio sóbria. Me senti embaixo da chuva enquanto lia! ^^
suave, sensível… belo!